Em outubro de 2026 saímos de Ushuaia, na Argentina, e chegamos a Punta Arenas, no Chile, de barco: quatro noites no Ventus Australis, passando pelo Cabo Horn, por quatro glaciares e por uma ilha cheia de pinguins.

Fazia meses que a gente tinha curiosidade de conhecer a Antártida, mas é um cruzeiro muito mais caro e muito mais puxado. Como já estávamos indo pra América do Sul, começamos a olhar esse da Patagônia, que era mais barato, e a Patagônia sempre deu muita curiosidade também. O objetivo era o barco. Nem pensamos em ir de avião ou de ônibus.

E tinha um detalhe: o Doug nunca tinha feito um cruzeiro na vida e estava com bastante vontade (e ansiedade). E convenhamos, começamos logo por um bem top! rs Ele queria especialmente entrar no zodíaco e ir de barquinho até as geleiras, e a Bia queria ver pinguins. No fundo, os dois queriam muito ver os glaciares e os bichos ali em volta.

Vale a pena o cruzeiro Australis?

Pra gente, valeu bastante. Recomendamos pra quem gosta de frio e quer ver essas partes mais remotas, que você não vai conseguir ver numa excursão normal. E é bem acessível: as trilhas e as explorações eram bem tranquilas, com vários níveis de intensidade conforme a excursão.

Agora, não é um rolê pra relaxar. Tem agenda todo dia, começando de manhã, com duas excursões por dia. Dá pra pular, claro, mas depois de pagar caro num cruzeiro desses você não vai querer pular nada.

Se fosse pra contar uma coisa só pra um amigo, seria entrar no zodíaco e ir até a cara de um glaciar, passando por um rio cheio de mini-icebergs. Logo depois vêm os pinguins. E não tem parada que pularíamos: até o Cabo Horn, a primeira de todas, foi bem impactante e gostamos muito.

Quanto custa, o que inclui e como reservar

Na tabela da Australis pra temporada 2026-2027, as quatro noites custam de US$ 1.955 a US$ 7.107 por pessoa em cabine dupla, conforme a cabine e a época, mais US$ 145 por pessoa de taxas de porto e de parque. Quem viaja sozinho paga 50% a mais.

Reservamos direto pelo site da Australis, uns quatro meses antes. Nem tinha muito o que comparar: pro caminho que queríamos, não achamos outra empresa fazendo. A cabine fica garantida com um sinal de US$ 300 por pessoa, o saldo vence 60 dias antes da saída, e dá pra cancelar sem multa até 120 dias antes.

O bilhete inclui:

  • todas as refeições (café da manhã, almoço e jantar)
  • bebidas, inclusive alcoólicas, no open bar dos horários definidos
  • as excursões em terra e de zodíaco (o bote inflável que leva do navio até a margem)
  • whisky e chocolate quente nas excursões
  • as atividades a bordo

Fica de fora:

  • a gorjeta da tripulação (a Australis sugere US$ 25 por pessoa por noite)
  • a lojinha de bordo
  • os traslados em Ushuaia e em Punta Arenas

Ushuaia a Punta Arenas ou o contrário?

Escolhemos sair de Ushuaia por logística, não pelo roteiro. Antes do cruzeiro queríamos passar um tempo em Buenos Aires (ficamos três semanas lá), e depois íamos voar pra Nova York, o que era mais fácil saindo pelo Chile do que pela Argentina.

Mas vale saber que não é só o mesmo barco ao contrário:

  • Nos dois sentidos: Cabo Horn, Wulaia e o Glaciar Pía
  • Só saindo de Ushuaia (o nosso): os glaciares Porter, Águila e Cóndor e a Ilha Magdalena, com desembarque em Punta Arenas por volta das 12h30
  • Só saindo de Punta Arenas: a Baía Ainsworth, as Ilhas Tuckers e a Avenida dos Glaciares (essa só vista do barco), com o Cabo Horn no penúltimo dia e desembarque em Ushuaia às 8h30

O preço é o mesmo nos dois sentidos.

Onde ficamos em Ushuaia antes de embarcar

Ushuaia era uma das cidades que queríamos conhecer e explorar com calma, e vale cada minuto: é uma cidade linda, com o canal de um lado e as montanhas do outro. Chegamos dois dias antes do embarque, num voo direto do Aeroparque, e ficamos no Departamentos La Vela, no coração de Ushuaia.

O apartamento superou as expectativas: uma rua acima da ruazinha principal, a mais turística, e bem perto da praia, do lado do Saint Christopher, o rebocador encalhado que virou símbolo da cidade. Era fácil acordar, descer pras ruazinhas e pros restaurantes, ou sair pra tirar foto de manhã. Dali também dá pra ir a pé até o escritório do check-in da Australis.

Olhando pra trás, dois dias antes talvez tenha sido tempo demais. Num dia fizemos o passeio do Trem do Fim do Mundo, e o outro, o dia do embarque, acaba sendo meio livre também. Passamos boa parte dele andando pela cidade e entrando nas lojas.

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Onde a gente realmente ficou. Comparamos preços nos meses em que viajamos e o Booking sempre saiu como o mais consistente, com cancelamento gratuito na maioria das opções, e a gente acessa o histórico de reservas em qualquer país. Veja a disponibilidade para suas datas:

Parque Nacional Terra do Fogo e o Trem do Fim do Mundo

No dia livre fizemos um passeio comprado pela GetYourGuide que junta o Parque Nacional Terra do Fogo e o Trem do Fim do Mundo. Saiu US$ 222,76 pelos dois (out/2026). A van busca no hotel de manhã, são umas cinco horas no total, com guia em inglês e espanhol, e o bilhete do trem na classe turística já vem incluído. A entrada do parque é à parte, paga na hora: 40.000 pesos argentinos por pessoa, uns R$ 147 (out/2026).

As vistas do parque são mais legais que as do trem. Passamos por vários pontos muito bonitos, chegamos até a placa do fim da Ruta 3, em Lapataia, onde termina a estrada que vem lá de Buenos Aires, mais de 3.000 km ao norte (e tiramos a foto, claro), e os guias eram super simpáticos e contaram muita coisa da região. O trem é a parte mais simples, mas vai contando a história do lugar, como era a prisão e como viviam os presos. É legal, vale a pena fazer.

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Esse passeio a gente fez e recomenda. Tour guiado economiza tempo nos lugares onde a logística complica (idioma, horários, fila), e o GetYourGuide tem cancelamento até 24h antes. Veja datas disponíveis:

Embarque em Ushuaia

O check-in é no escritório da Tolkeyen Patagonia Turismo, na Av. San Martín, entre 10h e 17h. O embarque no píer principal começa às 18h.

Fizemos o check-out do hotel, deixamos as mochilas no check-in e sobrou a tarde inteira. Passeamos por Ushuaia e fomos até o shopping da cidade, mais pra matar tempo mesmo. Se você já viu o que queria em Ushuaia, a nossa dica é pegar mais uma noite no hotel e só ir pro check-in perto da hora do embarque.

Lá pelas 18h subimos no barco, e dali em diante é bem organizadinho, como um barco deveria ser. Você já vai direto pro quarto, depois tem o brinde de boas-vindas no quinto deck, com o capitão e a tripulação, a apresentação da galera e um jantar bem completo.

O barco zarpou às 20h, descendo o Canal de Beagle, mas a essa altura já estava escuro e o tempo estava bem feio. Quando o barco começou a andar, não dava pra ver quase nada do canal.

Nossa cabine e o balanço da primeira noite

O Ventus Australis leva até 200 passageiros em 100 cabines, todas externas e com janela. A maioria tem 16,5 m², e só quatro, as Superior, têm 20,5 m². As categorias mais simples ficam no segundo deck, e quanto mais alto o deck, maior a janela.

Ficamos numa cabine A, de cama de casal, no segundo deck, e ela era excelente: logo acima do restaurante e pertinho da entrada por onde voltávamos dos passeios de zodíaco. O banheiro é um banheiro normal, com cortina, nada de especial. Sinceramente, não achamos que vale pagar muito mais pelas outras categorias, a não ser que você queira alguma coisa específica no quarto. O segundo deck é muito bem posicionado.

A primeira noite, saindo de Ushuaia debaixo de chuva, deu uma balançada, mais por conta da chuva e do tempo feio.

O trecho que a tripulação avisa é outro: no penúltimo dia tem mais ou menos uma hora em que o barco pega um pedaço do Oceano Pacífico, que não tem nada de pacífico: em alguns dias venta muito e balança muito. Não foi o nosso caso, ou foi de madrugada e nem acordamos pra perceber.

Ninguém enjoou. No primeiro dia tomamos um Dramin, mais por precaução, e no fim nem precisava. Fora essa primeira noite, pegamos tempo excelente a viagem inteira.

Cabo Horn

O primeiro desembarque foi logo cedo, no Parque Nacional Cabo de Hornos. A Australis só desce se o tempo deixar, então nem todo barco consegue. Pegamos um tempo ótimo.

Em terra a rota é bem clara, sem muita opção: do zodíaco pra praia, sobe a escadaria, vai até o monumento do albatroz e depois segue pro farol. O farol é opcional, mas a caminhada é bem curtinha e bonita, vale ir.

E para nós foi uma primeira parada bem impactante, passou bem o clima de "estamos no fim do mundo", principalmente porque, olhando em volta, só víamos mar, ondas bravas e a ilha.

Baía Wulaia

À tarde o barco parou na Baía Wulaia, onde ficava um grande assentamento dos yaganes, o povo canoeiro que vivia nesses canais. Tinha três opções de caminhada:

  • ficar na praia
  • subir até o mirante
  • subir até o cume

Fizemos a do meio. O dia estava bom, e lá de cima deu pra ver o barco e toda a região em volta.

Em termos de informação, foi um passeio muito legal. Contaram bastante da história do lugar, de quem passava por ali, das tribos locais. Ficamos impressionados com o jeito que esse povo vivia ali, muitos sem roupa, sobrevivendo nesse frio, e a gente cheio de blusa e ainda passando frio 🥶.

Glaciar Pía

No terceiro dia o barco entrou no fiorde Pía, o nosso primeiro glaciar. Desembarcamos numa ilhinha do lado, de onde dá pra ver a geleira mais de perto.

O gelo despenca do glaciar com mais frequência quando está chovendo, mas mesmo no nosso dia de sol vimos umas duas vezes um pedaço cair. O barulho é muito grande, parece que está trovejando. Foi uma baita experiência!

Na volta dessa primeira excursão veio um ritual que valeu o dia: enquanto você sobe no barco, tem uma duchinha pra dar uma limpada no tênis, e eles servem whisky com chocolate quente pra aquecer, antes da janta. Muito bom.

Glaciar Porter, de zodíaco

À tarde foi a vez do Glaciar Porter, de zodíaco e sem descer do bote, e esse foi absolutamente o meu preferido (Doug). Depois de ver o Pía da ilhinha, aqui o bote foi bem pro meio do fiorde e chegou bem perto do glaciar.

Os pedaços enormes de gelo, uns mini-icebergs, boiando em volta do bote, e você chegando perto de uma paredona imensa de gelo. Incrível.

No caminho teve uma explicação bem detalhada sobre os tipos de fiordes e de glaciares e como as coisas funcionam. Dá pra ver vários estados do mesmo glaciar ao longo do tempo e como isso muda, e a vegetação e a fauna em volta mudam junto.

Glaciares Águila e Cóndor

No quarto dia foram mais dois glaciares. De manhã o barco entrou no Seno Agostini, e o zodíaco deixou a gente em outra ilha, perto do Glaciar Águila. Desse não dá pra chegar muito perto, mas dá pra ir caminhando pela praia, em volta da lagoa que o degelo formou, e é bem mais relax. Foi das poucas vezes na viagem com tempo livre de verdade pra explorar no seu próprio ritmo, e é justamente isso que tem de bom.

À tarde, a última excursão de glaciar foi de novo de zodíaco, sem desembarcar, até o Glaciar Cóndor, que segundo a Australis leva esse nome pela quantidade de condores-andinos que vivem na região. Chegamos bem mais perto que no Pía.

Depois de quatro glaciares, saímos de lá praticamente experts em glaciar! rs E o que fica é que nenhum foi igual ao outro, cada um com suas próprias características:

  • onde termina: na água (o glaciar de maré, que solta gelo direto no fiorde) ou em terra
  • a língua glacial: o tamanho da parte que desce do campo de gelo até a frente
  • as morainas: quanto sedimento carrega, aquelas faixas de pedra e areia que o gelo arrasta pelas laterais e pelo meio
  • o desprendimento: quanto gelo se solta da frente (o tal do calving), que é o que vira os mini-icebergs boiando em volta

Então não tem essa de “é tudo igual, pode pular”.

Ilha Magdalena e os pinguins

No último dia o desembarque foi logo cedo na Ilha Magdalena, já no Estreito de Magalhães, onde vive uma colônia de pinguins-de-magalhães. Em outubro tinha bastante pinguim (em setembro e em abril essa parada vira um passeio de zodíaco pra ver leões-marinhos na Ilha Marta).

Tem trilha marcada, mas os ninhos ficam todos em volta, com pinguim andando pra lá e pra cá, então dá pra chegar bem perto e tirar fotos bem legais. A regra é não atrapalhar: quando um vai passar, você para e dá passagem, porque não pode ficar obstruindo a vontade dele de ir pro mar comer ou voltar pro ninho.

E eles são muito engraçadinhos e fofinhos. Às vezes ficávamos dois, três minutos parados, esperando a boa vontade de um deles pra decidir o que ia fazer.

A vida a bordo: mesa fixa, comida e palestras

Todas as refeições são na mesma mesa, a viagem inteira, e ela pode ser compartilhada: dependendo, você senta com as mesmas pessoas todo dia pra socializar e conversar. No nosso caso, as duas pessoas da nossa mesa não apareceram, e ficamos com a mesa só pra gente a viagem toda. Foi bom, um tempo mais relax pra só aproveitar a refeição, entre a gente. O garçom também é sempre o mesmo, e o nosso, o Mário, era super gente boa.

A comida era muito boa e cada dia tinha um prato diferente. Enquanto está tendo uma refeição, você escolhe os pratos da próxima em um menu que fica em cima da mesa. Teve um jantar de comida tradicional chilena que foi muito bom, mas o top 1 foi uma costelinha barbecue, fenomenalmente boa. Nada do que comemos deixou de ser muito bom.

Um detalhe é que a Bia tem alergia a camarão. Num dos primeiros e-mails a Australis perguntou sobre alergias e pediu pra preencher um formulário específico. No primeiro jantar o Mário confirmou a alergia da Bia e passou a avisar nos pratos. No máximo um ou dois tinham camarão, então ela não perdeu nada, e foram sempre bem atenciosos com isso.

Na bebida, tomamos muita cerveja. O objetivo meio que virou zerar e experimentar todas as cervejas da geladeira. Não fomos pro lado dos destilados e nem provamos o calafate sour, a bebida típica da região. O bar do Salão Darwin fica aberto do fim da manhã até a meia-noite.

Fomos a todas as palestras. Nelas eles já contavam o roteiro do dia seguinte, o que ia acontecer, os horários e o nível de dificuldade de cada excursão, e isso ajuda muito. Também tinha bastante informação sobre os lugares, sobre o que a Australis faz pra proteger a região e uma explicação detalhada dos pinguins. Os filmes pulamos: passavam meio tarde, e preferimos dormir cedo pra acordar com bastante energia.

Uma noite em Punta Arenas

Desembarcamos em Punta Arenas lá pelo meio-dia, já no Chile. A imigração se resolve no próprio barco: no check-in você já deixa o passaporte, antes de ir pro quarto, e eles cuidam de todo o processo, carimbo incluído. Na chegada foi rapidinho. Como estávamos só de mochila, não teve mala pra despachar. As mochilas nem passaram por raio-x, no máximo um detector de metal, e foi só.

Um detalhe engraçado do Chile que nunca tínhamos visto em outro país: você recebe um papel e precisa andar com ele em todo check-in de hotel, e até no check-out, enquanto estiver no país. Morríamos de medo de perder esse papel.

A tarde foi de andar sem muito rumo: praça principal, orla, ver o que tinha. Comemos no Estilo Magallánico, de comida tradicional magalhânica, que era muito bom. Dormimos uma noite no Hotel Almasur, na Armando Sanhueza, perto do centro, e com café da manhã.

Dicas práticas

  • Documentos: o barco sai da Argentina e chega ao Chile, então vale o que os dois países pedem (fomos de passaporte)
  • Declaração juramentada: cada passageiro assina um formulário (o affidavit) e entrega no check-in; por mais que já tivéssemos mandado online, tivemos que preencher de novo na hora do check-in
  • Alergia: a Australis pergunta num dos primeiros e-mails e manda um formulário à parte
  • Sem internet: não tem wi-fi nem sinal de celular durante a rota, só perto dos portos
  • Tomadas: 220 V nas cabines
  • Sem lavanderia, elevador nem academia a bordo
  • Drone: proibido nas áreas protegidas da região de Magalhães

Sobre o frio: a Australis fala em 5 °C a 15 °C na temporada, de setembro a abril. Esperávamos mais frio e não fez tanto. Pegamos tempo bom basicamente todos os dias, com sol, deve ter feito uns 15 °C em média, e com sol fica até quente. Na maioria dos dias saímos de camiseta e um corta-vento à prova de chuva, só pra garantir.

Roupa à prova d'água faz diferença. Fomos de tênis, calça e blusa à prova d'água, mais pra não molhar nada e pra nos proteger do vento, porque no zodíaco venta bastante.

O que a Australis manda levar:

  • roupa em camadas, fleece e segunda pele
  • jaqueta e calça impermeáveis
  • bota de trilha impermeável e meia térmica
  • luva, gorro e cachecol
  • óculos de sol e protetor solar
  • os seus remédios, porque não tem farmácia no caminho

A bordo o traje é casual.

Se faríamos de novo? Sendo sinceros, não, pelo menos não nos próximos anos. Vale fazer pelo menos uma vez? Com certeza. A paisagem muda bastante, até os glaciares: por mais que sejam paredes enormes de gelo, a cada tantos anos eles estão diferentes. Mas talvez fizéssemos uma rota diferente.

O que a viagem fez foi comprovar que gostamos muito disso, muito mesmo. Tanto que logo depois fomos procurar cruzeiros bem parecidos, só que no hemisfério norte. A Antártida continua no plano, é questão de se preparar, guardar dinheiro e olhar as épocas boas, mas a gente vai. Antes dela, estamos pensando no Polo Norte, alguma coisa na Noruega.

E de certa forma o extremo sul habilitou a gente pro extremo norte: logo depois de Santiago fomos pra Nova York, uma escala de algumas horas, e caímos na Islândia, que foi também outra viagem absurda. Do extremo sul pra capital mais ao norte do mundo. Vem post de Islândia logo aí.

Depois da viagem gostamos tanto que fizemos o curso de Especialista Australis. Se você está pensando em fazer esse cruzeiro e quer ajuda pra escolher data, cabine ou o sentido da rota, escreve pra gente no contato@biaedoug.com.br ou chama no Instagram, @biaedoug.