A ideia inicial era dormir na estrada e fazer o passeio em dois dias. Só que, quando fomos procurar os tours nesse formato, vimos que não compensava: mesmo dividindo em dois dias, a correria continuava, e as opções também eram poucas. Então virou bate-volta mesmo: mais de 500 km saindo de Miraflores, ônibus buscando a gente ainda de madrugada, escuro lá fora, e volta pra Lima só à noite. Quatro paradas em um dia:

  • Paracas
  • as Ilhas Ballestas de barco
  • uma vinícola de pisco em Ica
  • as dunas de Huacachina

Já adiantando que recomendamos: é tudo muito longe e a logística é complicada, então a vantagem desse passeio é não ter que se virar com isso sozinho. É puxado, sim, começa cedo e termina tarde, mas boa parte do tempo é dentro de um ônibus confortável, dá pra ir cochilando. Esse foi o passeio que a gente reservou, caso você queira ver como está o preço pras suas datas.

Como funciona o tour (e o que está incluso)

Decidimos comprar na sexta à tarde, e no sábado de madrugada já estávamos no ônibus. Foi tudo pelo Get Your Guide: saiu US$ 188,98 pelos dois, ou seja, US$ 94,49 por pessoa (R$ 965,64 na cotação do dia). No site da PeruHop o mesmo passeio aparecia por US$ 129 por pessoa, quase 27% mais caro que pelo Get Your Guide.

A PeruHop que cuida do tour é muito organizada: assim que a compra é feita já chega tudo por email, incluindo um site pra acompanhar a viagem em tempo real, grupo do What'sApp e na hora da reserva você já escolhe o ponto de encontro. Escolhemos um hotel bem perto de casa, então ficou tudo automatizado, sem precisar interagir com ninguém.

O ônibus saiu de Lima quase cheio, então nosso grupo acabou tendo quase 40 pessoas. Pra gente não foi problema nenhum: a PeruHop já organiza tudo pensando em grupo grande.

O pacote inclui:

  • transporte de ida e volta
  • pickup no hotel
  • guia bilíngue
  • as entradas
  • os três passeios: barco nas Ballestas, vinícola e buggy nas dunas

Comida não está inclusa. Se você quiser ficar mais tempo em Paracas ou Huacachina, ou seguir viagem depois, também dá: tinha gente no nosso passeio fazendo isso, inclusive quem ia continuar o circuito do Peru inteiro, e dá pra deixar a mala guardada no ônibus. Não foi o nosso caso, mas parecia tranquilo.

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Esse passeio a gente fez e recomenda. Tour guiado economiza tempo nos lugares onde a logística complica (idioma, horários, fila), e o GetYourGuide tem cancelamento até 24h antes. Veja datas disponíveis:

A estrada até Paracas: quatro horas direto

São quatro horas direto de Lima até Paracas, sem parada nenhuma, tanto na ida quanto na volta. A estrada é bem vazia, sem muita coisa no caminho. Tem banheiro no ônibus, mas a recomendação é levar um lanchinho de café da manhã mesmo assim, porque o trecho é longo e reto. A internet do ônibus funcionou bem o tempo todo, dava pra assistir alguma coisa tranquilamente.

Antes de embarcar no barco, o ônibus faz uma parada rápida, de uns quinze minutos, pra pegar um café ou alguma coisinha. Mas é rapidinho mesmo, não dá tempo de sentar pra comer direito: essa parte da ida é mesmo pauleira.

As Ilhas Ballestas de barco

São umas duas horas na água, e é a parte do dia mais diferente de tudo que vínhamos vendo no Peru: pinguim, lobo-marinho, foca e um milhão de passarinho, com o Candelabro desenhado na areia no caminho. Valeu ter levado a câmera, tanto pra fotografar ali quanto de dentro do barco.

Fomos no primeiro de agosto, inverno peruano, e não fez muito frio: uns vinte graus. O que esfria é a água. O barco anda rápido e joga água gelada em você o caminho todo, então quem sente frio com facilidade leva uma jaqueta, de preferência impermeável. Foi o único pedaço do dia em que pensamos nisso.

Culturpisco: a parada da vinícola em Ica

A parada foi antes do almoço, na Culturpisco. O lugar é enorme, mais pra cara de chácara mesmo, com cafeteria e uma área de restaurante bem grande. Foram uns quinze, vinte minutos de tour com explicação sobre o pisco e sobre a vinícola.

Na degustação teve pisco e alguns vinhos locais, alguns bem bons, mas todos puxando mais pro doce do que qualquer outra coisa. Acho que num total experimentamos uns 5 tipos diferentes e cada vez lembrava mais as batidinhas que a gente tem no Brasil, com leite condensado, saborzinho: muito bom.

Huacachina: o oásis e o buggy nas dunas

De longe, foi o que mais gostamos no dia inteiro. Era a primeira vez que víamos um deserto desse tamanho, a paisagem foi meio surreal, e gostamos absurdamente disso.

É meio louco ter um oásis no meio daquele tanto de duna de areia. Sabemos que hoje ele é mantido artificialmente, mas mesmo assim achamos a região bem bonitinha. As dunas em volta são bem altas, e pra quem nunca tinha visto um deserto foi de emocionar mesmo.

Na dúvida se fazia o sandboarding ou não, decidimos ir, e ainda bem: não é tão assustador quanto parece, porque dá pra descer freando. Tinha gente de todas as idades ali, criança e gente bem mais de idade que a gente. Saímos pro passeio de buggy por volta das quatro da tarde e voltamos lá pelas seis, já pegando o fim de tarde nas dunas.

Foi aí que saíram as melhores fotos do dia: depois do sandboarding, com o sol baixando atrás das dunas.

O que levar (e o que não precisa)

O que foi na mala:

  • óculos de sol, protetor solar e boné
  • alguma proteção pro celular, por causa da areia nas dunas
  • jaqueta impermeável pro barco, se você sente frio com facilidade (o barco anda rápido e espirra água gelada)

Lenço pra proteger do vento e da areia dá pra comprar na hora mesmo: tem gente vendendo durante o passeio, logo quando você já desce do ônibus em Huacachina (5 soles), e as cafeterias também vendem (pagamos 4 soles).

Dinheiro em espécie não fez falta: a gente reservou na sexta e saiu de manhã cedo no sábado, sem tempo nem de passar num caixa, e não precisou, porque os cafés e restaurantes do trajeto aceitaram cartão em todo lugar.

Quanto custou o dia

ItemValor
Tour (GetYourGuide, 31/07/2026)US$ 188,98 pelos dois, US$ 94,49 por pessoa (R$ 965,64)
Comida no dia (não inclusa no pacote)S/ 126 (R$ 189,78)

A comida ficou por nossa conta, o pacote não cobre refeição. O almoço é num restaurante certo do roteiro, com pré-order feito ainda no ônibus: você senta e eles vão chamando pelo nome pra trazer o prato que você pediu. Saiu 35 soles por pessoa, com entrada e prato principal. Fora isso, o resto dos S/ 126 foi café ao longo do dia, dois no Vittoly Coffee Shop e um no Arena Cafe.

A volta pra Lima

A volta também são quatro horas direto, sem pausa, dessa vez com pipoca servida a bordo. Sai de Huacachina no fim da tarde e chega em Lima de noite.

E é aqui que a conta do dia fecha. Você começa de madrugada e chega tarde, mas boa parte desse tempo todo é dentro de um ônibus confortável: dá pra ir deitado, dormindo, assistindo alguma coisa. Puxado, sim. Complicado, não.

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Onde a gente realmente ficou. Comparamos preços nos meses em que viajamos e o Booking sempre saiu como o mais consistente, com cancelamento gratuito na maioria das opções, e a gente acessa o histórico de reservas em qualquer país. Veja a disponibilidade para suas datas:

Perrengue mesmo, não teve. A viagem foi bem organizada, as expectativas estavam claras desde o início, e o máximo que pegamos foi um pouco de trânsito, nada demais.

Ficamos com vontade de passar mais tempo em Huacachina, quem sabe até dormir uma noite no meio do deserto, mas aí precisaria planejar melhor.

Vale a pena espremer tudo isso num dia? Pra gente, sim. Numa viagem só você passa do mar pro deserto: vê o Candelabro desenhado na areia, um bando de pássaro, pinguim, foca, e depois as dunas e o oásis. São coisas bem diferentes umas das outras, tudo isso o Peru oferece num dia só. É puxado, mas recomendamos demais.